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O que são os Bronzes de Riace?

Os Guerreiros de Bronze

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Nossa Introdução

Sem dúvidas as estátuas de bronze de Riace são lindas, heróis emocionantes de tão perfeitos, que a Calábria encontrou na própria casa, maravilha ainda da Grécia antiga. É de ficar de boca aberta perante o metal que até hoje continua brilhando, mesmo depois de dois mil e cinquenta anos!!!. Não é incrível??? Vamos ao nosso post do dia: O que são os Bronzes de Riace? Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Calábria você realiza a viagem dos seus sonhos!!!

A Descoberta

A descoberta dos Bronzes de Riaci, em agosto de 1972, marcou o início de uma viagem no tempo à procura de pistas de como os gregos encarnaram seu passado entre os gigantes, desde então destinado a se tornar uma lenda. Um mergulho normal debaixo d’água, feito por um profissional (como tantos em Riace), deu início à longa trajetória desta extraordinária descoberta arqueológica. O mar de Riace devolve à terra e à história duas obras primas em bronze, que foram direto parar nas manchetes como uma das descobertas mais importantes do século.

Primeiro, as esculturas foram submetidas a um trabalho de restauração, depois encaminhadas para o Museu Nacional de Régio de Calábria, onde se encontram até hoje. Os bronzes de Riace, identificados inicialmente com as letras A e B, retratavam corpos masculinos nus bem imponentes, um aparentemente jovem e o outro, mais maduro. No começo, a identidade das estátuas não foi mencionada, as suposições sobre as duas continuaram até que se sustentou a ideia de que elas teriam sido de origem grega, fruto das pilhagens após a conquista romana. CLIQUE AQUI PARA CONHECER A CIDADE DE REGGIO CALABRIA!

O que são os Bronzes de Riace?

Os Bronzes de Riace são estátuas imponentes que podem ser tanto de origem grega, quanto magno-grega ou siceliota. Foram criadas provavelmente no século V a.C. e depois reencontradas no início dos anos ’70 (mais precisamente no ano de 1972), no mar de de Riace (município da província de Régio de Calábria); a partir daí as duas estátuas entraram para a lista das maiores obras primas esculturais da era grega.

As Evidências e a Lenda dos Sete contra Teba

São tantas as evidências concretas do trabalho dos grandes mestres da arte, que as hipóteses sobre a origem efetiva acabam sendo discrepantes. Na verdade, não existem elementos que possam revelar 100% a real autoria dessas esculturas. Após anos de suposições e pesquisas, as duas estátuas dos guerreiros de bronze pareciam ter encontrado sua identidade original! O historiador Paolo Moreno sustentou a tese de que os autores poderiam ser: Agelada di Argo e Alcamene di Lemno. Tal conclusão foi baseada em um estudo que comparava as esculturas com a decoração dos templos de Olímpia. Segundo o historiador, a estátua B seria de Anfiarau, profeta do rei Adrasto, forçado, segundo a lenda, a participar da expedição dos Sete contra Tebas.

Assim, as duas estátuas fariam parte de um grupo de esculturas feitas para a comemoração da lenda dos Sete contra Tebas, com seus seguidores e descendentes. As famosas estátuas agora não só têm nome, como também carregam uma lenda nas costas, que explica o porquê de sua postura e expressão facial.

Descrição das Estátuas A e B

Ambas as estátuas são representadas na posição chamada de “quiasmo”, ou seja, em ritmo cruzado, com uma visível elasticidade muscular. Principalmente a estátua A, que aparece esculpida como um guerreiro enérgico e cheio de vida; enquanto a estátua B tem um aspecto mais relaxado e calmo. De qualquer maneira, as duas transmitem uma enorme sensação de poder, devido à posição dos braços, fortes e estendidos em direção às costas.

A estátua B tem a caixa craniana modelada de tal maneira que, com certeza, deveria permitir a colocação de um elmo coríntio, agora perdido. A posição de braços e mãos indica que originalmente seguravam uma lança e um escudo (a forma da cabeça A também sugere a presença de um elmo). Os homens estão completamente nus, seguindo os princípios da arte grega (em que heróis e atletas deveriam ser necessariamente representados sem vestimentas, para diferenciar da vida cotidiana).

Com certeza eram guerreiros e até hoje são identificados pelas letras A e B. O homem A tem 1,98 m de altura, já o B mede 2,05 m. O estudo dos materiais e da técnica de fundição revela um contraste significativo entre as duas estátuas, atribuídas a artistas e épocas diferentes.

Onde foram feitas as estátuas?

Com base nas comparações de estilo, o Bronze A é de 460 a.C., no período do Pré-Classicismo, e o Bronze B é de 430 a.C., período do Classicismo. É provável que as estátuas tenham sido feitas em Atenas para depois ser levadas a Roma, e finalmente postas em algum vilarejo ou senão na casa de um aristocrata rico. O barco que as transportava talvez tenha afundado, e a preciosa carga ficou submersa a 8 metros de profundidade. Não se exclui a possibilidade de na época terem feito alguma tentativa de recuperação. Ineficaz, por sinal, pois as estátuas permaneceram fincadas na areia por cerca de dois mil anos, antes de retornarem à superfície para mostrar todo o seu esplendor.

Onde estão os Bronzes de Riace?

Como já havíamos relatado, os dois guerreiros de bronze estão guardados dentro do Museu Nacional Arqueológico de Régio de Calábria, um grande palacete de mármore claro, feito pelo arquiteto Piacentini. Estes dois guerreiros são considerados obras primas esculturais, conhecidas no mundo inteiro, e representam a maior atração, não apenas do Museu Arqueológico Nacional, mas também da cidade de Régio de Calábria.

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Por que os bronzes de Riace são tão especiais?

Esta singularidade é devido ao fato de que são pouquíssimas no mundo as estátuas gregas em bronze, ainda mais intactas até os dias de hoje. Podemos contar nos dedos de uma mão!!! Entre todas, essas duas são as mais belas!!! Como dizíamos, elas estão no Museu Nacional de Régio de Calábria e continuamente submetidas a intervenções de qualidade, a fim de controlar a degradação do bronze. Inaugurado em 1959, sob o projeto de um dos principais arquitetos italianos, Marcello Piacentini, o Museu Nacional representa hoje o ponto de partida para a descoberta arqueológica da Calábria.

Um pouco mais sobre o Museu

São poucos os tesouros expostos no Museu Arqueológico Nacional de Régio de Calábria, o restante mantém-se armazenado. Contudo, só de ter o privilégio de admirar o pequeno acervo disponível já é uma experiência inesquecível. Contemplar essas obras primas perfeitas da arte antiga é empolgante, assim como observar toda essa musealização, trabalhando pela destinação correta das relíquias da Magna Grécia.

Os Bronzes de Riace são patrimônio da Calábria e uma oportunidade insubstituível, tanto para a cultura quanto para o turismo. Finalmente eles têm um museu capaz não só de acolhê-los, mas também de agradar ao grande público: especialistas em arqueologia, estudantes de arte e vários visitantes do gênero.

Informações úteis sobre o Museu de Régio Calábria

O andar térreo do Museu é aberto ao público, com a Sala dos Bronzes de Riace e demais salas dedicadas às colônias grega, romana e também a de Régio de Calábria. O Museu fica aberto ao público das 9h às 20h, mas a última entrada é às 19:30h. Funciona todos os dias, de segunda a domingo. Esse horário está sujeito a variações em determinados dias do ano. Verifique sempre as informações no site oficial do Museu clicando aqui!

A partir de outubro, o Museu Arqueológico Nacional de Régio de Calábria permanecerá fechado durante as segundas-feiras, assim como os outros museus italianos. Em relação ao programa “Uma Noite no Museu”, promovido pelo Ministério das Artes, Cultura e Turismo, de 27 de junho a 19 de dezembro de 2015, o museu estará aberto todos os sábados das 20h às 24h (além do horário normal de funcionamento), sendo a última entrada às 23:30h.

Projeto “Expo e Territórios”

Quanto ao projeto “Expo e Territórios”, também organizado pelo Ministério das Artes, Cultura e Turismo, ficará disponível até o dia 31 de outubro de 2015. Para esse evento, o Museu Arqueológico Nacional de Régio de Calábria estará aberto todas as sextas-feiras das 20h às 23h (além do horário normal de funcionamento), sendo a última entrada às 22:30h. Você pode consultar sobre os eventos no site da Superintendência Arqueológica da Calábria.

Ingressos para o Museu

A entrada para o Museu é paga, custa €8 a inteira e €5 a meia (para jovens entre 18 e 25 anos). Os visitantes com menos 18 tem entrada gratuita. É possível adquirir online o ingresso, pelo site www.biglietteriaonlinemuseorc.it

Informações sobre acesso à Sala dos Bronzes de Riaci 

O acesso à Sala dos Bronzes de Riaci é permitido apenas a um grupo máximo de vinte pessoas por vez, sujeito a limites de tempo, conforme a programação. Com intervalos de 20 minutos, em uma salinha climatizada, um vídeo entretém o público com as atualizações sobre o estado das investigações das estátuas de bronze. O passeio continua por mais 20 minutos na sala dos Bronzes e depois já tem a saída.


Como chegar a Museu de Reggio Calabria?


1) Como chegar a Museu de Reggio Calabria? DE AVIÃO

Seguir as placas para a estrada A3, sentido Nord e ir até a saída “Reggio Calabria Porto”; continue contornando até entrar na cidade. Depois, pegar rumo à viale Genovese Zerbi; guardo chegar no rotativo, seguir o fluxo da rotatória até a via Vollaro (a rua que sai) e logo à sua esquerda estará o Museu. Saiba aqui como ir do Aeroporto de Lamezia Terme para o Centro de Lamezia, Cosenza e Reggio Calabria!

Leia também nossos posts sobre Aeroportos na Itália no meu outro blog (Viajando para Itália):

2) Como chegar a Museu de Reggio Calabria? DE TREM

Da estação ferroviária: Saindo da estação “Reggio Calabria Lido”, você verá uma praça (Piazza Indipendenza); atravessando essa praça, é só pegar a via Vollaro e logo depois verá à sua esquerda o Museu. Saindo da estação “Reggio Calabria Centrale”, você verá uma praça (Piazza Garibaldi); atravesse a praça e vire à esquerda, você cairá na corso Vittorio Emanuele; continue nela até o fim e à sua esquerda estará o Museu. LEIA TAMBÉM O POST COMO CHEGAR NA CALÁBRIA PARA CONHECER MAIS DETALHES!!

Você sabia que a Trenitalia é a principal sociedade italiana destinada à gestão do transporte ferroviário. Saiba aqui “Qual é a diferença dos trens na Itália?“. Compre sua passagem online com antecedência e economize muito, leia o Post “Como comprar uma passagem de trem na Itália?“.

3) Como chegar a Museu de Reggio Calabria? DE NAVIO

Do porto: Chegando pelo porto, se estiver a pé, pegue a rua da frente e vá em direção à viale Genovese Zerbi. Chegando no rotativo da Piazza Indipendenza, siga o fluxo na rotatória e continue na via Vollaro. À sua esquerda estará o Museu.

4) Como chegar a Museu de Reggio Calabria? DE CARRO

Se estiver de carro, seguir as placas para a saída Nord do porto. Depois, siga as placas para a marginal sentido centro. Ao entrar na cidade, seguir o fluxo da rotatória até a via Vollaro (a rua que sai) e logo depois você verá à sua esquerda o Museu. Leia também VIAJANDO DE CARRO NA ITÁLIA: EXEMPLOS DE ROTEIROSSe for alugar um carro não deixe de ler nossos posts na seção Dirigindo na Itália no blog Viajando para Itália. Além de dicas de roteiro de carro, temos tudo sobre sinalizações, pedágios, estradas e muitos mais dicas.

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Conclusão

O que são os Bronzes de Riace? Por fim, podemos dizer que os Bronzes são de emocionar, nos permitindo assim imaginar um passado que parece ter sido esquecido, mas que está guardado na memória. Portanto, é indispensável haver ciência disso para reviver tal esplendor, que só a civilização grega conseguiu dar.

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